O poeta não pede.
Implora.
O poeta não vibra.
Cala.
Estranho vício
de ser hóspede
do silêncio.
Azul e branco
faço do meu ofício
essa sede de luto
essa espiral do tempo.
Sei que o poeta implora.
Sei que o poeta cala.
Atravessando a ponte
vejo uma sombra do tempo
todo navio soçobra, um dia
eu penso.
Eco da solidão
E o poeta dorme
alucinado hóspede
do silêncio.
O poeta nada fala
Apenas
FITA.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
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